Você já parou para pensar de onde vem a forma como lidamos com conflitos? Por que algumas pessoas conseguem escutar, dialogar e resolver impasses com calma, enquanto outras explodem, se fecham ou reagem como se ainda não tivessem maturidade emocional?

A resposta muitas vezes, está na infância.

A gente não nasce sabendo o que fazer com a raiva, a frustração ou a tristeza. Não é instintivo. Muito menos automático. Não se trata de “ter controle emocional” ou de “se comportar melhor”. Trata-se de ter recursos emocionais — e esses recursos não vêm prontos. São aprendidos, construídos ao longo do tempo, através da relação com o outro e, principalmente, da aprendizagem. Sim, aprendemos a reconhecer nossas emoções, aprendemos a lidar com elas. 

Por que tantos adultos reagem como crianças?

É por isso que, tantas vezes, vemos adultos enfrentando decisões delicadas ou conversas difíceis com reações desproporcionais: gritos, silêncios, acusações, afastamentos. São, muitas vezes, crianças que cresceram sem aprender como lidar com o que sentem. Que foram ensinadas a “engolir o choro”, “obedecer sem questionar” ou “parar de frescura”. E agora, na vida adulta, essas mesmas crianças — só que crescidas — lidam com os desafios relacionais com o que têm: pouco ou nenhum recurso emocional.

Aqui na Aldeia do Sol, acreditamos que educar vai muito além do conteúdo pedagógico. Nosso trabalho diário é também o de ajudar cada criança a dar nome ao que sente, entender os próprios limites, expressar frustrações de forma saudável e aprender a conviver com as diferenças.
Sim, as birras fazem parte. As disputas também. Mas, para nós, o objetivo não é simplesmente corrigir o comportamento. O objetivo é abrir espaço para o diálogo. É mostrar que o conflito pode ser um lugar de crescimento — e que ninguém precisa enfrentá-lo sozinho.

Educação socioemocional na prática

Por isso, temos um programa constante de educação socioemocional, conduzido por psicólogos em sala, junto às crianças e aos educadores. Trabalhamos com rodas de conversa, escuta ativa, mediação de conflitos, e principalmente, com o cuidado de estar presente para cada criança com respeito e sensibilidade. Afinal, se é pela palavra que a gente se expressa, é também por ela que nos conectamos e transformamos relações.
Crescer é aprender a se escutar.É aprender como falar! É aprender que viver tem dor, mas também muito prazer e alegria. Ensinar uma criança a escutar o outro, começa por ensiná-la a escutar a si mesma. A identificar quando está com medo, com raiva, com saudade. E, com isso, poder escolher como agir — e não apenas reagir.


Nosso papel, como educadores e cuidadores, é oferecer esse recurso. É criar pontes entre o sentir e o agir. E fazer isso com amor, com escuta e com tempo, cuidado para respeitar o tempo da infância.

Veja como ensinamos no dia a dia

No Instagram, compartilhamos um pedacinho de como fazemos isso na prática: uma proposta de educação socioemocional voltada à resolução de conflitos. É Só clicar no link abaixo.